Eles Vão Ver


Teresópolis!! by elesvaover
23/02/2010, 12:47
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Ensaio no Sérgio Porto 20/02/2010 by ignacioaldunate
23/02/2010, 12:01
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onde meu mundo no mundo começa. by elesvaover
19/02/2010, 10:39
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Foucault diz:

No discurso que hoje eu tenho que proferir, desejava eu poder me deslizar subrepticiamente. Muito mais do que tomar a palavra, desejava ter sido envolvido por ela, de ser  levado por ela para além de todo começo possível. Eu teria amado me perceber que no momento  de falar uma voz tivesse me precedido há muito tempo: me bastaria então encadear, perseguir a frase, me hospedar nos seus interstícios, como se ela tivesse me feito um sinal ao se manter, por um instante, em suspenso.  Começo, não haveria; e no lugar deste de onde vem o discurso, eu estaria ao azar de seu desenvolvimento, uma fina lacuna, o ponto de sua possível  desaparição. […] Há isso em muitos, penso, semelhante desejo de não ter que começar, um desejo semelhante de se reencontrar, de entrada no jogo, do outro lado do discurso.

In A ordem do discurso.

Calvino diz:

Começar uma conferência, ou melhor, um ciclo de conferências, é um momento cruciaal, como começar a escrever um romance. E este momento da opção oferece-nos a possibilidade de dizer tudo, de todos os modos possíveis e temos e chegar a dizer uma coisa, de um modo particular.

O ponto de partida das minhas conferências será portanto este momento decisivo para o escritor: a separação da potencialidade ilimitada e multiforme para encontrar uma coisa que ainda não existe mas que só poderá existir aceitando limites e  regras. Até o momento anterior àquele em que começamos a escrever, temos à disposição o mundo – o que para cada um de nós constitui o mundo, uma soma de informações, de experiências, de valores – o mundo dado em bloco, sem um antes nem um depois, o mundo como memória individual e como potencialidade implícita; e nós pretendemos realizar uma operação que nos permita situar-nos neste mundo.

Começar e acabar, in Seis propostas para o novo milênio.



num fim de semana, um encontro na floresta intensivo by elesvaover
15/02/2010, 23:02
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Jogo com camuflagens e luzes.

teresópolis. fev. de 2010.



em desordem, em ordem, strumbling thoughts and dances by elesvaover
15/02/2010, 12:21
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Hj é carnaval. no meio das folias, dos ocupações intensas e efêmeras da cidade e das pessoas, escrevo este texto.

A pesquisa tem caminhado de um modo totalmente inusitado. Diferente de como eu fazia, de como estávamos acostumados a fazer, apesar da irregularidade e das idas e vindas dos outros processos. Desta vez, com Eles …fomos saindo de uma programática, para repensar o que é fazer uma peça de dança em diapasão com o nosso conetxto. Num calor de 40 graus, onde o Rio foi considerado a 2a cidade mais quente do planeta, não há como ficar assim ser ser atingido, em cheio, por aquilo que é, se torna e transforma no nosso dia após dia, dia dentro de dias, dias antes de dias.

A pesquisa foi se alimentando de lógicas outras, que não a programática, a de estabelecer metas e coerências. Fomos na deriva, no juntar, pensar e fazer o que veio se apresentando à nossa atenção.

Apichatpong, Teorema do Pasolini, Aernout Mik, Calvino, Robbe-Grillet, jogos na floresta, camuflagens.

Volto a postar aqui. Ainda sem ordem. Começo por ontem que poderia ser hoje. Eu e Lucía, grande colaboradora e parceira de folias e pensamentos. Fina sintonia.



caminhos de um descaminho by elesvaover
19/01/2010, 12:15
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vi ontem o filem teorema, do pasolini.´há tempos que eu queria ver esse filme. já havi tentado ler o livro, mas não fui tomado por ele.

ontem, num fim de tarde quente, verão rolando lá fora, eu aqu dentro, mas não longe do calor, comecei a ver o filme.  teorema, dei uma olhada na wikie, diz :

” Teorema é um termo introduzido por Euclides, em Elementos, para significar “afirmação que pode ser provada”. Em grego, originalmente significava “espetáculo” ou “festa”. Atualmente, é mais comum deixar o termo “teorema” para apenas certas afirmações que podem ser provadas e de grande “importância matemática”, o que torna a definição um tanto subjetiva.”

gosto de teorema significar festa ou espetáculo. acho uma coincidência que em faz atentar para singularidades de um caminho e para os sentidos escondidos de uma palavra. gosto também da definição um tanto subjetiva.

festa. há no enconrto de pessoas que dançam numa festa uma coisa que semrpe me apeteceu muito. adoro dançar com quem nunca dancei e ir simplesmente ao encontrio dessas pessoas e tentar traduzir livremente no meu corpo os impulsos e padroes e sobretudo decisões que elas fazem quando estão dançando. é a minha maneira de transitar por mobilidades outras. meio como flertar. voce chega perto de um mundo ali existindo pulando, girando, afetado por uma série de sensações, memórias, gostos, situações. há um desconhecido que permanece, mas que é desfrutado no fluxo, num êxtase compartilhado. gosto desse nome.

e é interessante o ou espetáculo. esses dois nomes juntos, ou alternados. festa ou espetáculo. um tanto subjetivo.

para quem não conhece o filme, o enredo segundo … TO be continued….



um ponto vírgula by elesvaover
14/12/2009, 13:40
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O que é isto?

O que é fazer isto?

O que isto produz ao ser feito?

Um pequena crise. Ou talvez uma grande, muito grande. Tenho pensado sobre o projeto. Na realidade re-pensado. Com hífen. Aproveito dessa separação. Voltar ao que se já havia pensado. Mapeado. Desde o início, pensei nos códigos e elementos teatrais que dão visibilidade ao que se é posto em cena, aqueles procedimentos e coisas, dizendo de novo, fazendo uso dessa redundância, que conduzem o olhar do espectador através de uma peça. Os construtores de realidade. De uma determinada realidade. Mas atravessando papos e trabalhos, conflitos internos e apresentações de uma outra peça, o Nada. Vamos ver, ganho uma nova perspectiva sobre este trabalho. Percebo que não tenho interesse em fazer uma catalogação do que é possível em uma cena e fazer essas possibilidades desfilarem, uma após outra. Percebo – e uso o verbo no presente, por tratar-se de algo que ainda está em elaboração – que estou mais afim de usar esses elementos e protocolos para criar um outro lugar, uma outra coisa. Eles não são o fim em si. Eles estão a serviço de. Vendo uma exposição em Paris do cineasta tailandês, Apitchapong Weerasethakul (http://www.animateprojects.org/films/by_date/2009/phantoms) tive a experiência de ver pequenos filmes feitos em um mesmo lugar, um lugarejo ao norte da Tailândia,  nos quais situações acontecem ao mesmo tempo ou seqüenciadas, mas sem nenhum apoio convencional de estrutura narrativa, ou seja, não havia elementos que organizassem para aquele vê a exposição uma linha a seguir, uma maneira de ler aquelas imagens. No entanto, à medida em que eu ia vendo os vídeos, uma realidade poética-ficcional-documental, ia ganhando traços em minha cabeça. Algo ia se construindo para mim. Embora esse algo mudasse a cada vez que eu via um novo filme ou mesmo no interior do mesmo filme. Como eu fosse juntando pedaços que iam provocando mudanças no que eu havia apreendido antes. Sem nunca fechar. Uma espécie de leitura livre de fatos aparentemente corriqueiros, mas com algo que dava um tom um tanto surreal, como o filme em que um grupo de adolescentes joga uma pelada de noite com uma bola em chamas enquanto em uma tela ao lado deles é projetado um filme com pequenos raios originados no chão praticamente, uma situação que de fato acontece alguns metros de distância dali. Aos poucos vamos vendo uma coisa e outra e mesmo quando vemos tudo o que há para ser visto, o que se vê ultrapassa um sentido fechado, uma narrativa única que nos auxilie através dela mesma. Um efeito poético sob um registro realista, eu diria. Sou jogado assim para lugares inusitados, mas ao mesmo tempo com uma sensação familiar. Em um outro vídeo, um grupo de homens constrói uma espécie de disco voador, como se construíssem um barco, algo trivial. Uma trivialidade que produz uma poesia tão forte…

Bem, essa experiência me fez perceber, que ao invés de buscar revelar o esqueleto de uma dramaturgia, surge como muito mais atraente – ainda mais se penso em todos os desnudamentos do teatro e de suas condições já feitos nos últimos 15 anos-   buscar produzir uma nova dramaturgia, menos programática, e mais ao sabor do ocaso, através do que se apetece juntar, mesclar, para além de um principio organizador que estabeleça como os elementos devem ser organizados ou que preveja uma única narrativa a seguir descoberta por detrás de todas as diversas partes. Ganhou-me o desejo de não saber o que arregimenta as cenas, pelo contrário, mergulhar no misterioso caminho dos sentidos individuais, no inenarrável que uma imagem, uma história, uma música ou a associação desses elementos é capaz de gerar.

Enfim, isso realmente faz-me re-pensar e querer aprofundar toda a historia dos inícios, meios e fins que estávamos investigando. Os tais referenciadores de realidade. Construtores de mundos, de afetos, de situações.

 Gustavo Ciríaco.




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