Eles Vão Ver


O projeto

Investigando as condições de existência e funcionamento de uma performance de dança, o trabalho desenvolvido pelo grupo de criadores aqui reunidos por Gustavo Ciriaco tem apontado como a situação coreográfica é o resultado de um acordo ativo entre performers e espectadores. Tanto na peça anterior o grupo “Still, sobre o estado das coisas”, quanto na peça mais recente, “Nada vamos ver”, o grupo tem investigado a situação de uma cena de dança como uma situação de risco onde, embora tácitos, os regimes de atenção envolvidos são resultados desse encontro potente na sala de espetáculos entre aqueles que fazem  na claridade da cena e os que apreciam na escuridão da plateia.

“Eles vão ver” é a segunda parte de uma trilogia entre a relação público/performers numa sala de espetáculos desta vez centrado nos protocolos e estratégias presentes na construção da espetacularidade de uma peça de dança. Com isso em mente, esse projeto se endereça ao conjunto de regras pelas quais um espetáculo é visto como um espetáculo , a saber, seus códigos de início, fim, desenvolvimento, ação dramática/coreográfica, assim como seu uso dos diversos elementos de cena como cenário, figurino, trilha soora, etc.

Enquanto em “Nada. Vamos ver” investiu-se em estratégias de reconfiguração da platéia e dos espaço de performance, com perguntas como: Quem gera a performance? Onde está meu foco de atenção com o público?  O que isso provoca? Que papéis tal ação comporta? Neste segundo momento, a pesquisa se detém mais no que especificamente seria do campo do coreográfico numa cena: sua economia, seus procedimentos, sua visiblidade como espetáculo: seu ipo de construção e expertise, assim como o tipo de tônus e as atitudes exigidos do perfomer em relação ao tempo e ao espaço compartilhados com o público.

O projeto prevê pesquisas pralelas conduzidas pelos proponentes com encontros pontuais ao longo do percurso, culminand em um período comum de trabalho, quando os resultados parciais aspequisas sernao postos em relação.

O projeto segue assim o seu caminho em busca do comum, do que sempre esteve ali, instituído nesse encontro entre público e performer nas especificidades do espaço do teatro e do momento de um espetáculo de dança.


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