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vi ontem o filem teorema, do pasolini.´há tempos que eu queria ver esse filme. já havi tentado ler o livro, mas não fui tomado por ele.
ontem, num fim de tarde quente, verão rolando lá fora, eu aqu dentro, mas não longe do calor, comecei a ver o filme. teorema, dei uma olhada na wikie, diz :
” Teorema é um termo introduzido por Euclides, em Elementos, para significar “afirmação que pode ser provada”. Em grego, originalmente significava “espetáculo” ou “festa”. Atualmente, é mais comum deixar o termo “teorema” para apenas certas afirmações que podem ser provadas e de grande “importância matemática”, o que torna a definição um tanto subjetiva.”
gosto de teorema significar festa ou espetáculo. acho uma coincidência que em faz atentar para singularidades de um caminho e para os sentidos escondidos de uma palavra. gosto também da definição um tanto subjetiva.
festa. há no enconrto de pessoas que dançam numa festa uma coisa que semrpe me apeteceu muito. adoro dançar com quem nunca dancei e ir simplesmente ao encontrio dessas pessoas e tentar traduzir livremente no meu corpo os impulsos e padroes e sobretudo decisões que elas fazem quando estão dançando. é a minha maneira de transitar por mobilidades outras. meio como flertar. voce chega perto de um mundo ali existindo pulando, girando, afetado por uma série de sensações, memórias, gostos, situações. há um desconhecido que permanece, mas que é desfrutado no fluxo, num êxtase compartilhado. gosto desse nome.
e é interessante o ou espetáculo. esses dois nomes juntos, ou alternados. festa ou espetáculo. um tanto subjetivo.
para quem não conhece o filme, o enredo segundo … TO be continued….
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O que é isto?
O que é fazer isto?
O que isto produz ao ser feito?
Um pequena crise. Ou talvez uma grande, muito grande. Tenho pensado sobre o projeto. Na realidade re-pensado. Com hífen. Aproveito dessa separação. Voltar ao que se já havia pensado. Mapeado. Desde o início, pensei nos códigos e elementos teatrais que dão visibilidade ao que se é posto em cena, aqueles procedimentos e coisas, dizendo de novo, fazendo uso dessa redundância, que conduzem o olhar do espectador através de uma peça. Os construtores de realidade. De uma determinada realidade. Mas atravessando papos e trabalhos, conflitos internos e apresentações de uma outra peça, o Nada. Vamos ver, ganho uma nova perspectiva sobre este trabalho. Percebo que não tenho interesse em fazer uma catalogação do que é possível em uma cena e fazer essas possibilidades desfilarem, uma após outra. Percebo – e uso o verbo no presente, por tratar-se de algo que ainda está em elaboração – que estou mais afim de usar esses elementos e protocolos para criar um outro lugar, uma outra coisa. Eles não são o fim em si. Eles estão a serviço de. Vendo uma exposição em Paris do cineasta tailandês, Apitchapong Weerasethakul (http://www.animateprojects.org/films/by_date/2009/phantoms) tive a experiência de ver pequenos filmes feitos em um mesmo lugar, um lugarejo ao norte da Tailândia, nos quais situações acontecem ao mesmo tempo ou seqüenciadas, mas sem nenhum apoio convencional de estrutura narrativa, ou seja, não havia elementos que organizassem para aquele vê a exposição uma linha a seguir, uma maneira de ler aquelas imagens. No entanto, à medida em que eu ia vendo os vídeos, uma realidade poética-ficcional-documental, ia ganhando traços em minha cabeça. Algo ia se construindo para mim. Embora esse algo mudasse a cada vez que eu via um novo filme ou mesmo no interior do mesmo filme. Como eu fosse juntando pedaços que iam provocando mudanças no que eu havia apreendido antes. Sem nunca fechar. Uma espécie de leitura livre de fatos aparentemente corriqueiros, mas com algo que dava um tom um tanto surreal, como o filme em que um grupo de adolescentes joga uma pelada de noite com uma bola em chamas enquanto em uma tela ao lado deles é projetado um filme com pequenos raios originados no chão praticamente, uma situação que de fato acontece alguns metros de distância dali. Aos poucos vamos vendo uma coisa e outra e mesmo quando vemos tudo o que há para ser visto, o que se vê ultrapassa um sentido fechado, uma narrativa única que nos auxilie através dela mesma. Um efeito poético sob um registro realista, eu diria. Sou jogado assim para lugares inusitados, mas ao mesmo tempo com uma sensação familiar. Em um outro vídeo, um grupo de homens constrói uma espécie de disco voador, como se construíssem um barco, algo trivial. Uma trivialidade que produz uma poesia tão forte…
Bem, essa experiência me fez perceber, que ao invés de buscar revelar o esqueleto de uma dramaturgia, surge como muito mais atraente – ainda mais se penso em todos os desnudamentos do teatro e de suas condições já feitos nos últimos 15 anos- buscar produzir uma nova dramaturgia, menos programática, e mais ao sabor do ocaso, através do que se apetece juntar, mesclar, para além de um principio organizador que estabeleça como os elementos devem ser organizados ou que preveja uma única narrativa a seguir descoberta por detrás de todas as diversas partes. Ganhou-me o desejo de não saber o que arregimenta as cenas, pelo contrário, mergulhar no misterioso caminho dos sentidos individuais, no inenarrável que uma imagem, uma história, uma música ou a associação desses elementos é capaz de gerar.
Enfim, isso realmente faz-me re-pensar e querer aprofundar toda a historia dos inícios, meios e fins que estávamos investigando. Os tais referenciadores de realidade. Construtores de mundos, de afetos, de situações.
Gustavo Ciríaco.
Arquivado em: Elementos cênicos | Tags: discussões sobre o tema da pesquisa, Elementos cênicos
Essa semana continuamos a investigação da construção de espetacularidade que vínhamos fazendo com todos aqueles figurinos, adereços, maquiagens, etc. Escolhemos, no entanto, trabalhar sem elemento algum, criando estratégias para resolver a questão no corpo. Individualmente e sem contar com iluminação, som ou qualquer efeito especial, tentamos tornar visíveis recursos de cena comumente usados para criar um espetáculo. Apenas com palavras e movimentos. E imaginação…
Milena
Arquivado em: Elementos cênicos, Fotos, Textos | Tags: discussões sobre o tema da pesquisa
Estamos desde semana passada trabalhando em cima da construção de espetacularidade a partir de elementos cênicos concretos. Os figurinos e adereços têm se mostrado grandes geradores de significados por si só.
Um simples figurino improvisado solto no palco já começa a construir universos cênicos, agora é trabalhar em cima desses universos, usá-los, modificá-los, aproveitá-los, evidenciá-los, negá-los, 


contrapô-los.
Ignacio
Where is Wally?





Arquivado em: Linha narrativa/dramática | Tags: discussões sobre o tema da pesquisa, inicio, meio e fim
… sobre tudo o que temos conversado, fiquei pensando mais sobre os inícios, meios e fins.
o que são eles na cena?
eles são em si ou dependem do contexto?
existem ações típicas de fim, início e meio?
e se a gente tirasse o fim e início dos movimentos?
como subverter expectativas cênicas?
elementos cênicos em informações conflitantes, o que geram?
estamos recriando operações da vida cotidiana?
e o “momento jô” ( em referência à idéia do Ignacio) para ouvir o público:
o que é ir ao teatro pra você?
ou
por que você vai ao teatro?
hoje tem mais ensaio! oba!
Dyonne
Arquivado em: Linha narrativa/dramática, Videos | Tags: fim, inicio, linha narrativa, meio
Uma semana de ensaio. Investigamos, praticamente, categorias e elementos envolvidos na cena para a criação da espetacularidade e seus códigos – tema central da pesquisa. A partir de uma lista referencial dos elementos tradicionalmente envolvidos na cena em geral, e na cena da dança em particular, realizamos improvisos de movimento com elementos aleatoriamente escolhidos. Prólogo, estruturas de início, meio e fim de espetáculo, luz, cenário, figurino, clímax, coro, protagonista, enfim, elementos cênicos investigados e explorados em múltiplas combinações.
É estranho perceber a dificuldade em abordar tais temas, sem comentá-los – de forma pejorativa, especialmente. Parece-nos estranho ainda, a menção a estruturas do espetáculo já contestadas historicamente, como a hierarquia em relação ao espaço cênico ou a subordinação dos elementos da cena em relação uns aos outros; a subordinação do movimento, em particular.
Tal preocupação se estende à discussão sobre a criação das categorias de nosso blog. Listamos várias possibilidades mas elas nos parecem todas a priori. Outras questões, no entanto, começam a surgir como desenvolvimento das discussões: questões acerca da presença do intérprete em cena ou das abordagens possíveis da materialidade do movimento através de distintas técnicas de criação e apresentação – repetições, cânones, etc. A participação do espectador é questionada, não relativamente à possibilidade de sua abordagem direta em cena, mas à inclusão de suas reações, como em um programa espetacular de TV, por exemplo, em que sua imagem frente ao espetáculo da vida cotidiana, é parte importante na criação do efeito de espetacularidade da própria cena, encaminhada, então, ao grande público telespectador. Ou como nos programas de calouros, de entrevistas ou shows de esportes, nos quais, mesmo sem sair de sua relativa passividade, ele faz parte da construção da cena pela simples exploração de sua imagem como espectador. Ele assume a posição paradoxal de não estar dentro da cena mas, pelos mecanismos de construção, fazer parte dela.
Enfim, concluímos por hora, que muitas categorias surgirão por necessidade, pelo desenvolvimento dos acordos tácitos que levam os elementos da cena a cumprir sua função.
Francini.
O encontro em São Paulo foi fantástico. Dois dias muito intensos, reencontrando e conhecendo os outros contemplados pelo projeto. Particularmente para mim, Rodrigo, ter conhecido a Adriana, a Júlia e a Gabriela, o Wagner, o Marcelo, o Alejandro, a Renata e todos os outros coreógrafos e bailarinos foi muito enriquecedor. Além de também ter estreitado a amizade que já existia com a Milena e Ignácio, meus companheiros no projeto, e a Denise , a Dani e a Gabi. O Workshop para a feitura desse blog foi muito interessante, com uma “palestra” brilhante do Marlon e da Nayse, duas pessoas muito sérias, muito compromissadas com dança, que sabem que a arte é também um transformador social importante nesses nossos tempos tão desiludidos. Fiquei muito agradecido pela generosidade e carinho com que fomos recebidos. Marlon, Nayse, vocês dois são pessoas especiais. E tudo isso é só o começo. Espero poder logo encontrar de novo todos que compartilharam conosco esta experiência.
Voando para São Paulo. Reunião com o Rumos Itaú Cultural Dança e workshop de blog com Marlon Solano e Nayse Lópes.